วันพุธ, ตุลาคม 12, 2005

Vampyros Lesbos






Jesus Franco
1971


Puro eurotrash 70's do verdadeiro mestre Franco. Cenas de sexo lesbiano tórrido (o duo mais sexy do lesbianismo vampírico, composto por Soledade Miranda e Ewa Stromberg), litros de sangue falso, citações de Sheridan le Fanu, bandazinha sonora reminiscente dos 60's (para abanar o traseiro) e uma ambivalência onírica e psicadelica (roedores agarrados ao cavalo?) resumem o filme....e, afinal de contas, que mais pode um tipo almejar? Franco prova porque é o expoente máximo deste tipo de cinema (haverá mais alguém a para o praticar?), e um quisto de pús eferverscente nos anais do história do cinema mundial (steven spielberg? yeah,right....).
!

วันอังคาร, ตุลาคม 11, 2005

ultimo mondo cannibale





Ruggero Deodato
1977


Hum...forbidden donut...
Do mesmo realizador do aclamado (?) Cannibal Holocaust (1980), baseado em factos obviamente reais, consta esta perola perdida algures na papua nova guiné capaz de agradar a todos os apreciadores do género e de culinária antropofaga (bifinhos atrás de bifinhos). O filme não supera as espectativas iníciais que o consumidor possa ter, é simplesmente aquilo que o género tem para oferecer, enredo que não difere muito da linha do gore canibal italiano dos 70's (expedição ao fim do mundo que se despenha no meio do mato), maus desempenhos (amigos de um amigo do melhor amigo do realizador/familia), cenários paradisíacos rodados fora da cidade (para poupar uns trocos), e os belos seios das nativas desnudas, neste caso, os belos seios da Me Me Lai, (que também desempenha o mesmo papel de nativa no belo Mangiati vivi de Umberto Lenzi...e que belos seios, dos melhores neste tipo de filmes....). A sempre desagradvél tortura de animais também marca presença para enfatizar a (no fundo no fundo) semelhança entre o branco da urbe, e o castanho do bosque, capazes de praticar o mesmo tipo de barbarie (uns no mac donalds, os outros numa caverna).
Para ver durante a digestão!
Posted by Picasa

วันเสาร์, ตุลาคม 08, 2005

Der todesking




Jorg Buttgereit
1989


Num possível top 10 dos meus filmes de eleição, a opus magna do infame avatar do deboche dionisíaco,o alemão Jorg Buttgereit (o autor do muito aclamado e censurado Nekromantic), iria, putativamente, constar num lugar de destaque.
Aqui reside uma das mais inebriantes experiências cinematográficas de sempre, uma má trip de lsd receitada pelo dr. Leary, uma deliciosa combinação de arte com mau gosto. É possível situar o filme algures entre os devaneios precoces de Buñuel em "le age d'or", com a sexsploitation de Andrei Bianchi, a exacerbada pieguice de Bergman, e o trago a rigor mortis sempre presente em Buttgereit (o fetichismo da necrófilia).
O filme está retalhado em sete partes, cada uma corresponde a um dia da semana, e em cada dia que passa é retratada a profunda miséria e lassidão de uma pessoa prestes a cometer um homicídio ou suicídio da maneira mais original possível (e sempre com estilo), em busca do verdadeiro sentido da vida e da morte do corpo frágil no altar cerimonial da resistência humana.
Para além disso, ha a usual banda sonora de Hermann Kopp, com o iconoclasto ritmo hindustrial e a volúpia ambiental da carne putrefacta.
Amén!

วันศุกร์, ตุลาคม 07, 2005

Blood for Dracula



Paul Morrissey
Antonio Margheriti
1974

Realizado sob a égide do popular mentor da pop art, este é O perfeito exemplo de cinema autênticamente trash, apenas para puros crentes e mártires de Allah.
O enredo do filme não tem nenhuma semelhança à popular novela (excepto o aristocrata residente algures nos cárpatos). Aqui o condjí rumina de carro pelas vastas planícies italianas (tendo Renfield como motorista e alegre concubina) em busca de sangue virgem bucólico, usando protector solar para não ser evaporado pelo sol e um majestoso look drag que, aliados aos seus modos infantis e semblante raquítico, lhe conferem uma unicidade impar,alias (!), o melhor dracula da historia do cinema ao lado de Atif Kaptan (do clássico "Drakula Istanbul'da",1953).
Recomendado a quem está farto de draculas que ouvem sisters of mercy....
Posted by Picasa

La semana del asesino



"La semana del asesino"
Eloy de la Iglesia
1972

Não obstante da má escolha no título para o mercado internacional (o filme não gira em torno de uma expedição de ocidentais perdida algures no pacífico,prestes a servir de entrada num banquete de antropófagos), "la semana del asesino" (ou cannibal man...) não está confinado ao velho (e fecundo) pragmatismo do Gore, o que faz com que a obra que aqui jaz possa ser apreciada quer por fãs de Lucio Fulci, como também por fãs de Jean Cocteau (tal é a sua profundidade).
Eloy de la Iglesia, realizador do drama gay de culto "Los placeres ocultos", atravessa um período conturbado da vida política espanhola, sendo as suas produções alvo de uma aguerrida censura, assim como as do seu conterrâneo (o verdadeiro messenas do cinema trash) Jesus Franco.
O ritmo paulatino, reminiscente ao giallo italiano, conta a estória de um homem (preso a um monótono trabalho num talho) revoltado com a pressão exercida pela sociedade, tendo como pano de fundo o contraste entre o desenvolvimento da urbe circundante e a incapacidade de reacção. O dever de trabalhar para assegurar a sua subsistência, e o de seguir uma sexualidade que não choque com o aceitável moralmente, alimentam a sua frustração existencial e eclodem num fortuíto hecatombe de emoções que o arrasta para um ciclo de homícidios com o fim de preservar o seu direito à liberdade.
Há que salientar o brilhante desempenho de Vincente Parra no papel de Marcos.

C. M. Posted by Picasa

exórdio

esterilizar a letargia
blog crente no niilismo B e na vontade do grande Gato
contra o corporativismo e as salas de cinema
abraços fraternais


"roar,roar"
(Divina,Notre Dame des Fleurs)